sábado, 11 de outubro de 2008

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SUA VIDA JÁ FOI SALVA POR UM SORRISO?
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O escritor francês Antoine de Sayn't Exupéry,
autor do livro O Pequeno Príncipe,
lutou na Guerra Civil Espanhola.
Ele foi capturado pelo inimigo
e levado ao cárcere para ser
executado no dia seguinte.
Levado à cela para aguardar sua
sentença e execução,
ele procurou na bolsa um cigarro,
mas não conseguia acendê-lo.
Suas mãos estavam tremendo
tanto que ele não podia
nem mesmo segurar o cigarro. Procurou fósforos,
mas não os tinha porque os soldados haviam
tirado os fósforos de sua bolsa.
Em seus últimos instantes de vida,
ele olhou para o carcereiro
e disse: "Por favor, usted tiene fósforo?".
O carcereiro chegou perto para acender seu cigarro,
olhou para ele, e naquela fração de segundo
seus olhos se encontraram. St. Exupéry sorriu.
Sayn't Exupéry não soube dizer por que sorriu
naquele momento, mas ele acredita
que quando se chega perto
de outro ser humano é quase impossível não sorrir.
No instante em que aqueles dois homens se olharam,
um sorriso também iluminou o rosto do carcereiro.
Ele acendeu o cigarro de St. Exupéry
e ficou pertinho,olhando diretamente
em seus olhos, e continuou sorrindo.
St. Exupéry também continuou
sorrindo para ele, vendo-o agora como pessoa,
e não como um carcereiro.
O carcereiro também começou a olhar
St. Exupéry como pessoa,
e perguntou: "Você tem filhos?".
"Sim" - respondeu St. Exupéry -
e tirou da bolsa uma foto de seus filhos.
O carcereiro mostrou as fotos de seus filhos também,
e contou todos os seus planos
e esperanças para o futuro.
Os olhos de St. Exupéry se encheram de lágrimas,
e ele disse ao carcereiro que dedicaria seus últimos
momentos de vida aos filhos,
pois ele jamais os teria no colo,
jamais os veria novamente.
Os olhos do carcereiro
se encheram de lágrimas também.
De repente, e sem que nenhum gesto
ou palavra fosse dita,
o carcereiro abriu a porta da cela e guiou St. Exupéry
para fora do cárcere através das sinuosas ruas,
para fora da cidade, e o libertou.
Sem nenhuma palavra,
o carcereiro deu meia-volta
e retornou por onde veio.
Quando perguntaram ao escritor
como ele conseguiu escapar
do cárcere que o levaria a morte,
St. Exupéry respondeu em alto e bom tom:
"Minha vida foi salva por um sorriso do coração".

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Texto de Susan Andrews
Alterações Textuais da Loba
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4 comentários:

direitinho disse...

Que quadro bonito Sylvia. Como são inexplicaveis determinados acontecimentos na nossas vidas.Nos meus últimos anos de estudante fiz parte de um grupo que todas as semenas ia visitar os presos à Cadeia de Leiria.
Quantos sorrisos e lágrimas vi e quantos reencontros fomos conseguindo com as famílias de alguns presidiários. Tambem foi libertação no interior de cada um que quiz encarar o futuro com mais respeito e dignidade, aceitando a pena com o olhar de liberdade.

Estações da Vida disse...

Bom dia, sr. Luís. Minha irmã Jaqueline, terapeuta ocupacional, tem um blogger - os uivos da loba. Quando o senhor puder, visite-o e verá que tem muitas coisas boas. Esse artigo eu o copiei do seu blogger. O link está logo abaixo da postagem. Abraços e um domingo feliz para o senhor e os seus.

direitinho disse...

Por mais que me expliquem continuo sem entender a homossexualidade.
Prazer por prazer...?
Não condeno nem julgo ninguem. Respeito e se puder dou ajuda assim como em todas as outras situações, mas a grande dúvida vai continuar....Porquê...???
A sociedade assim como constroi tambem destroi e as televisões muitas vezes mostram caminhos de prazer que não existem. As pessoas são arrastadas e sem quase darem conta estão a fazer essas figuras.
Seria tão bom que cada criança tivesse um pai e uma mãe e um LAR onde existisse amor, compreensão, muita paz e ainda não houvesse "tabus"
Os indios que vivem pelados certamente não se dão a estas vidas de pobreza.

direitinho disse...

Será que existem olhos que nunca choram....?
Conheço olhares frios, distantes, indiferentes, arrogantes........
Conheço olhos meigos,doces, confiantes......
Em qual olhar me vou quedar..?
Quero um olhar de menino para amar,crescer e aprender a dar
Quero um olhar adulto de respeito, de confiança e de acreditar no outro e com o outro construir um mundo melhor