quinta-feira, 21 de maio de 2009

Meus poemas da madrugada

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O tempo não destrói um grande amor...
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Boreas and Oreithyia
Evelyn Pickering De Morgan
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ESPERANÇA
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Debrucei-me em teu peito e celebrei
Em cantos e versos a saga do amor fagueiro.
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Em minh'alma imergi e te sagrei
A deidade do meu mundo de luzes e estrelas.
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Hoje, continuo te amando, nunca te esqueci.
O tempo não destrói um amor altaneiro.
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Espero-te em todos os momentos,
Nas lembranças de algo inacabado.
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Noites insones em uma cama vazia,
Quando anseio estar ao teu lado.
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Estarás tu sozinho e triste?
Porque sozinha e triste estou.
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Como encontrar o amor que se perdeu?
Ou, se perdeu-se, não era amor?
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Pergunto-me ao cérebro malincônico:
Sou pueril, ou demente?
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Nas estradas nos desencontramos,
Mas sonha o coração fremente.
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Haverá chances se estás tão longe?
Se não somos jovens e distante estás?
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Se tudo é efêmero, finito?
Se o tempo urge e aqui não estás?
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Construo castelos, liberto meu temor.
Não somos jovens...É grande a distância...
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Nas estrelas assim está escrito:
O tempo não destrói um grande amor.
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Sylvia Narriman
do livro Passagens
2005
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An Angel Piping to the Soul in Hell
Evelyn Pickering De Morgan
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ANTONIA E O MERCENÁRIO
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Partiu Antonia
Em dossel de lua e estrelas...
Venceu-lhe o prélio
O cancro maldito.
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Antonia, luz e prana.
Antonia no espaço infinito.
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Tal velha carpideira,
Parentes de mundo
Choram-lhe a morte
Em recôncavo singular.
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Antonia, luz e prana.
Antonia envolta em luar.
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Moedas, pedras, terras,
Coisas que o tempo, sem dó,
Transforma em marcas e pó,
Deixou Antonia em legado.
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Diz mercenário infeliz:
- Ser rico não é pecado.
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E chora e canta e ri,
Calcula o lucro, a sorte,
Esquece que tudo tem fim
Quando chega a negra morte.
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E chegou e levou Antonia
A morte, no cancro maldito.
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Antonia, sonhos outrora;
Antonia no espaço infinito.
Na terra, o mercenário feliz
Canta e ri e chora...
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Sylvia Narriman
do livro Passagens
2005
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9 comentários:

direitinho disse...

Lindo o poema da Antónia.
As coisas que devemos pensar pois tudo passa e nada fica. Não é pecado ser rico mas nada fica.
O dinheiro não compra a saúde nem afasta a cruel morte.
Partindo num dossel de prana mas tudo se tornará pó e as lembramças partirão com os ventos da sorte.
A Sylvia tem muito para dar e isso nunca será pó.
Beijos no vento do tempo que passa.

direitinho disse...

Pedaços de uma vida perdida e reencontrada em recordações que nunca serão apagadas.
Vontade de viver e amar nos verdes anos que nos deram sonhos e tantas alegrias que o vento do tempo levou.
Desejo de prolongar eternamente aquele amor que sempre demos e nunca se completou.
Desejos de bem querer por nunca poder viver com o nosso interior vazio.
Muitos parabéns !

AM disse...

ÉS TU ?

Minha poetisa
Amorosa.
Minha rosa vermelha
A ti.
E de mim ,
Vão meus desejos,
Incontidos.
És tu minha musa
Prometida?
És tu o Amor que ensejo?
Tamanho desejo.
És tu quem procuro?
E não descuro.
És tu a Rosa
Para onde caminha
A minha prosa?
És tu a divina fonte
Da minha poesia?
És tu quem procuro,
Arduamente,
E vais para além da minha mente?
És tu a deusa escondida
Da minha força incontida?
És tu o amor
Pungente?
Que o senhor me deu,
Amor ausente?
Se és tu, então vem.
Espero-te
Quero-te
Anseio-te
Sente o meu amor
Sem dor
Nem desamor

Zica Cabral disse...

Querida Sylvia, ambos os poemas são lindissimos.
Comentarei apenas o 2º.
A Esperança.
"O tempo não destroi uma grande amor."
Não, se for recíproco, se houver um feedback, se fôr sendo alimentado e sempre renovado. Se isso não acontece estagna. Pára no tempo, alimenta-se das ilusões e das imagens do passado, numa irrealidade confusa. E o tempo não pára, modifica-nos, a nós e aos outros. As diferentes circunstancias da vida vão.nos distanciando do que é efemero e do que, afinal, não tem tanta importancia no nosso presente e no nosso futuro.
Mas, claro que as recordações do que foi bom permanecem e é bom que fiquem dentro de nós pois é do acomular dessas recordações que se constroi a história do nosso percurso como seres humanos.
Um beijinho amigo
Zica

Zica Cabral disse...

querida Sylvia, queria perguntar-lhe uma coisa. No seu blog, os comentarios têm que ser primeiro aprovados por si e só aparecem no blog. Gostava de perceber como e que isso se faz porque, desde ontem que andam a aparecer comentarios aninimos, extremamente rudes e ofensivos. Eu fui aos settings e pus, na moderação dos comentarios "Always" (os meus settings são todos em ingles). Mas os comentarios continuam a aprecer imediatamente..........
É capaz de me explicar por email como é que se faz??
zicacabral@hotmail.com
um beijinho e obrigado
Zica

Anônimo disse...

Chers amis-es, confrères - consoeur et professeurs,

J'ai le plaisir de vous inviter à une rencontre spéciale qui se tiendra à Montréal la semaine prochaine. J'ai invité la psychopathologiste française Ariane Bilheran au Québec pour donner une série de conférences dans son domaine de spécialité : le harcèlement moral. Nous serons à Trois-Rivières le lundi premier juin, à l'Université Laval le 2 et à l'Hôpital Louis-H Lafontaine le 3 pour une conférence midi. Cette conférence sera transmise en direct par Internet.

Christiane Charrette va recevoir madame Bilheran le lundi 1er juin de 11:08 à 11:30 à la Première Chaîne de Radio-Canada 95,1 FM.

Auteure de plusieurs essais en psychologie et en philosophie, dont deux sur le harcèlement, madame Bilheran présentera une conférence au Centre St-Pierre à Montréal, le 3 juin à 19:30, sur le sujet de son plus récent essai : l'Autorité. Je vous invite à prendre connaissance de cette invitation dans le pdf ci-joint.



Pour plus d'informations, visiter ma page web à www.charlesmarsan.com


Très cordialement,


Charles Marsan, résilient canadien

Anônimo disse...

Saiu do forno!!!
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Com pouca fé não se chega a lugar algum! Se você tem fé, este texto é para você ler! Veja o porquê Click no endereço abaixo!!!

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Anônimo disse...

I N D E L É V E L
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direitinho disse...

Hoje voltei a ler os seus poemas e sempre nos dizem alguma coisa diferente que ficou por dizer ou que não se quiz dizer na totalidade.
Acho-os muito bonitos.
Um amor verdadeiro nunca morre nem a morte os separa. Pode estar perto e não sentir a saudade mas pode estar longe com muito desejo.

Se o Amor não morreu porque teimam em matá-lo......?
É tempo de abrir as janelas e viver de coração aberto. Beber essas golfadas do ar fresco da manhã e deixar que o coração percorra os caminhos do reencontro e da busca da felicidade.
Há coisas que não tem remédio, mas outras tem e somos nós que orgulhosamente não as queremos aproveitar.
Desculpe-me se disse alguma coisa que não devia. Apenas fiz uma 2ª leitura e vi uma resposta.