quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

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DO FUNDO DO CORAÇÃO...
( Poemas dos amigos orkuteanos)
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RONDEL A MEU AMOR
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Eu te amo com a alma cheia de esplendores
Nos cantos mais obscuros do infinito;
Eu te amo com a intensidade das dores
Que me deixam inconsequente e aflito.
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E dos sonhos que tive de amores
Tu és a que vens cumprir o escrito,
Como o orvalho rouba frescor das flores
E a eternidade tudo que é finito.
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Como não sei fazer um verso bonito,
Para aliviar teus doidos temores
Apenas repito o que tenho dito:
Eu te amo com a alma cheia de esplendores
Nos cantos mais obscuros do infinito.
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Oswaldo Antônio Begiato
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'SONETO DA ESPERA'
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O coração tem que esperar, mais nada!
Inda que a espera exaure a vida inteira
até que emprenhe o banho de alvorada
a luz das águas remansosas da ribeira...
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O amor tem que esperar essa chegada!
Inda que chegue ao nunca do amanhã,
até que soem os clarins da madrugada
no ouvido íntimo dos sinos da manhã...
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Sonhos são deuses surdos, nada mais!
E para deuses não existem horizonte
sem que o amor desponte eternamente...
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Sonhos de amor são brisas sazonais...
Às vezes partem por alguns instantes
e às vezes vão embora para sempre...
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A. Estebanez
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CARICATURAS
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Quantas noites de sono, nos perdemos.
Revendo o velho filme, as mesmas cenas,
Lamentando falhas grandes, e as pequenas
Lamentando os muitos erros que tivemos.
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Dos delitos de amor que cometemos,
A vida vem e nos cobra, duras penas
Nos condenando a máscaras apenas
Caricaturas do que já vivemos.
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Mas o que passou passou e não tem jeito
O amor ficou guardado na saudade
Guardado como um nó, dentro do peito.
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E sempre ao resgatá-lo, em seus desterros,
Juramos junto a toda santidade,
de não mais cometer os mesmos erros!
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Jenario de Fátima
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'MINHA JANGADA'
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Meu coração modesto e pequenino
É como a jangada do nordestino:
Vai ao mar,
Enfrenta o oceano,
Com calma e estoicismo.
Jangada – barco do homem sem rumo...
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O nordestino enfrenta com galhardia
No tempo as suas intempéries,
Com a sua intrépida jangada.
Sai com a tempestade,
Voltando com a bonança a porto seguro.
Jangada – barco do homem só...
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E na inquietude permanente,
Vive meu modesto e pequenino coração.
Quão modesta e humana
É a alma do jangadeiro
E frágil e pequenina
A sua embarcação!
Jangada – barco do homem sem rumo...
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Nossa Senhora dos Navegantes,
Vós que sois a Santa protetora,
Eu vos suplico,
Por amor de Deus:
-Guiai-me e orientai-me,
Tão vasto é o mar da vida,
Para que eu possa enfrentá-lo,
Sempre com calma e resignação,
Tendo a cada passo como exemplo,
A alma do nordestino,
Simples e boa,
A intrepidez de sua embarcação!
Jangada – o barco do homem só...
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Olympiades G. Corrêa
Neblina do Tempo – l.996
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Um comentário:

direitinho disse...

Bom dia e a continuação de boas férias. Não esperava que voltasse tão cedo a estas lides.
Estes poemas são maravilhas. Levam-nos em barcos de homens sós, arriscados, perdidos....
O amor vai...outras fica...
As lágrimas perdidas rennascem com novos encantos de esperanças.
É triste mas parece que o amor só se vive e se sente quando estamos em luta, quando terminou e o queremos de volta.........
«Boas férias»