segunda-feira, 20 de outubro de 2008

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ACORRENTADOS
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..........No elevador, cruzo com robôs murmurando frases repetitivas. No serviço, vejo condenados com os pés acorrentados na mesa. Onde estou? Por que estou desperdiçando a minha vida? Quero qualquer coisa nova, seja lá o que seja.
..........Quero gritar, me libertar, quero ar, quero fugir.
..........Por favor, alguém me tire daqui! Estou preso pelas contas que ainda estão por vir. Fui sentenciado para viver eternamente o cotidiano do estar aqui.
..........Socorro!!! Não quero virar andróide de gesto repetitivo e carinho programado. Alguém me ajude!!! Help!!!Quero ser libertado.
..........Quero ser gente, não quero ser máquina. Não sei se tenho mente ou se ela é apenas um programa corrente, mas quero pular essa etapa; pois não vou aprisionar o amor, mesmo com o risco do meu coração quebrar; não vou desistir dos meus amigos, porque outra pessoa me contou que eles não são perfeitos, (também não sou!); não vou abandonar os meus sonhos, sejam eles de qualquer tamanho em nome das prestações do carro, da hipoteca, dos presentes aos parentes que nunca ficarão totalmente satisfeitos ou das prestações no cartão que prometem liquidar o saldo devido se os meus sonhos forem esquecidos.
..........Quero sol agora em meu peito, e mesmo que eu tenha que pagar o preço, vou respirar o ar fresco de viver do meu jeito.
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Frank Oliveira
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3 comentários:

direitinho disse...

Lindo texto com o grito e o desejo de ser livre das corentes que nos amarram e nos sofocam a voz de sermos nós próprios.
Quantas noites acordamos com a pressão de tudo o que nos impoem, que nos limitam e nos exigem obrigando-nos a ser máqinas.
Dentro de cada homem nunca ninguem entrará impondo regras e aí cada homem será livre, mas infelizmente só aí.........O resto teremos de seguir determinadas regras sociais e politicas .......
«SOMOS LIVRES DE PENSAR»

Vivian disse...

...Sylvia minha linda,
obrigada pela visita lá
em casa com palavras tão
carinhosas.

quanto a este magnifico post,
'acorrrentados', vejo um texto
verdade, onde todos estamos
inseridos movidos pelas mazelas
da ambição, do ego exacerbado
que escraviza em troco de nada.

corremos atrás de coisas materiais, na ilusão
de que elas possam nos
preencher espiritualmente,
e cada dia mais ficamos
presos a esta roda viva
do ter, em detrimento do ser.

felizes aqueles que se libertam
destes grilhões da materialidade,
e daí sim passam a viver a essência
da liberdade, na certeza de que
o caixão não tem gavetas, e o que
de fato levamos conosco é o crescimento do espírito aprendiz.

um bj, linda!

já estás nos meu favoritos.

prafrente disse...

Eu quero ir por onde me levam os meus próprios passos...